quinta-feira, 3 de junho de 2010

Tordek Rharan “Moondog”


Olá pessoal. Finalmente terminamos a história do meu personagem. Digo terminamos pois a Je participou bastante.
Gostaria que todos dessem uma olhada para corrigir problemas que nós não tenhamos percebido e até mesmo para dar alguma dica para melhorá-la.
Abração.



Tordek Rharan “Moondog”
Filho de Ulfgar e Diesa, Tordek nasceu no ano de 1334 CV no reino de Morgon que, durante séculos, foi governado pelo clã chamado Gormogon. A capital do reino, que fica localizado a sete dias de Folkerran, se chama Muligan e fica na base da montanha Kabat. Nela vivia Ulfgar Rharan e sua família, que bravamente liderava seu povo fazendo com que o reino prosperasse por meio de alianças comerciais e militares com outros clãs e reinos, inclusive de outras raças.
Desde a infância, Tordek destacava-se por suas habilidades em luta, mostrando-se um promissor mestre das artes de guerra, ao contrário de seu irmão mais velho Taklinn, um prodígio negociante que, aos 38 anos, já atuava nas frentes comerciais do clã nas cidades mais próximas da capital. Aos 30 anos, Tordek já dominava todas as técnicas de batalha das escolas de guerra de Morgon, mas sua sede por aperfeiçoamento despertou em seu pai a esperança de realizar um antigo desejo: enviar um guerreiro Gormogon para treinar em outros reinos, de modo que este pudesse trazer todo o conhecimento adquirido para renovar as técnicas do clã. Ulfgar procurou o exército de Folkerran, onde conheceu o grande general Derfel AP Ragnar e fechou um acordo para que o treinasse até chegar à vida adulta. Derfel entendeu as razões do líder dos Gormogons e aceitou sua proposta, mediante o pagamento dos custos para manter seu filho em Folkerran. Grato pela compreensão do general, Ulfgar enviou antecipadamente ouro e pedras suficientes para mantê-lo por mais de 20 anos.
As finanças do reino eram baseadas no comércio do ouro, extraído das suas várias montanhas, desde a matéria prima até as finas peças resultantes do trabalho dos mestres artesões. Mas o grande segredo que fazia com que Morgon prosperasse era a cultura empregada pela família Rharan, que pregava uma excelente organização e divisão de papéis na sociedade do clã. Cada membro era moldado de forma a trabalhar pelo todo, sempre em busca de cumprir seu papel para o sucesso do clã. Assim que atingisse a adolescência, cada anão passava por um processo seletivo para identificar suas aptidões: batalha, extração e manuseio de metais, construção, agricultura, religião, política, etc. Uma vez determinada a carreira a seguir, toda sua vida se baseava em preparação e treino voltado a ela. Apesar de parecer uma ditadura, o sucesso de Morgon mostrava que aquele regime funcionava bem e, além disso, a população se mostrava feliz, na maior parte do tempo.
O mesmo comércio que enriquecia Morgon proporcionava a expansão de relacionamentos e a criação de alianças. Estas eram motivadas não só pelo dinheiro, mas também pelo poder e respeito que eram de igual importância para a sobrevivência. Sabendo disto, a família Rharan oferecia proteção aos povos vizinhos buscando firmar um compromisso mútuo para os momentos de necessidade.
Aparentemente este compromisso era forte e verdadeiro apenas da parte dos Gormogons, pois no momento em que mais precisaram dos seus aliados, estes se viraram contra eles. Motivados pelo medo e ganância seus, até então parceiros, se juntaram ao mais temido inimigo declarado de Morgon: os Bobats do reino de Shantala. Há tempos este clã de gigantes tentava derrubar os Gormogons e tomar posse de suas terras e riquezas. Oferecendo parte do que fosse tomado e ameaçando aqueles que não acatassem a vontade deles, os Bobats conseguiram virar todos contra os Gormogons, organizando um ataque massivo, cercando a cidade de Muligan.
Quando os exércitos inimigos chegaram à cidade já era tarde para tentar salvar o povo. E pior, Ulfgar Rharan descobriu que a cidade onde seu filho Taklinn estava trabalhando havia sido a primeira a ser atacada. Neste momento, o líder lamentou por saber que nunca mais veria seu filho mais velho. Por mais forte que fossem os guerreiros de Gormogon, seu líder sabia que a derrota era inevitável e precisou traçar um plano para salvar o clã da extinção. Afinal, as terras, cidades e o ouro podem ser reconquistados, mas as tradições e os costumes devem se perpetuar.
Ulfgar ordenou a dois guardas fiéis que levassem Tordek para Folkerran, onde seu filho poderia ter uma garantia maior de sobrevivência, já que estaria confinado no exército local, longe dos seus inimigos. Sabendo que o jovem anão já carregava um forte espírito guerreiro dentro de si, Ulfgar tinha consciência de que Tordek jamais aceitaria fugir, por mais nobre que fosse a razão. Diante disto, decidiu que seria necessário, pela primeira vez, mentir ao seu filho. Disse a ele que tinha planejado uma operação para pegar de surpresa o inimigo, atacando-o em pontos estratégicos no campo de batalha. Para tanto, solicitou que acompanhasse dois grandes guerreiros por passagens secretas através da montanha, de modo a se posicionarem para a “operação”. Aos guardas, o líder ordenou que retirassem o jovem vivo do reino, a qualquer preço.
A fuga passou por trechos que muitos moradores do reino sequer conheciam e rumaram sem parar sempre em sentido contrário à batalha. Após aproximadamente 25 minutos de caminhada, Tordek percebeu que algo estava errado e questionou os guardas. Eles tentaram, sem sucesso, manter a história de Ulfgar e o jovem guerreiro decidiu voltar. Pensando nas palavras “a qualquer preço” o guerreiro mais experiente não hesitou em golpear Tordek, deixando-o inconsciente. Agora carregado, o escolhido para manter viva a linhagem e a tradição dos Gormogons continuava sua jornada rumo a uma nova vida.
Já em Folkerran, aos cuidados de Derfel AP Ragnar, Tordek tomou conhecimento de tudo o que aconteceu. Seu reino havia sido destruído, seus pais mortos na batalha e nenhuma notícia de seu irmão Taklinn. Os sobreviventes de seu clã haviam sido escravizados pelos Bobats e levados à Shantala. Atendendo ao último pedido de seu pai e movido pelo desejo de um dia vingá-lo, libertar seu povo e recuperar a honra dos Gormogons, Tordek decide ficar em Folkerran. A partir de então ficou conhecido como Moondog, apelido dado por Derfel para protegê-lo de seus inimigos.
Durante os dez anos em que ficou no exército de Folkerran, Moondog aprendeu muito, tornando-se um dos melhores aprendizes de Derfel. Ao vencer o prazo do treinamento, o general Derfel propôs a ele que permanecesse no exército, como um guerreiro de Folkerran. O respeito de Moondog pelo general, que agora era seu grande amigo, o pedia para ficar, mas seus objetivos não lhe permitiam. O exército servia aos propósitos do rei e estes nunca o levariam a vingar sua família.
Desde então, Moondog vive como um bárbaro, em busca de aventuras e batalhas, mas principalmente experiência, para poder evoluir e se tornar o grande guerreiro que será necessário para derrotar os Bobats e salvar seu povo.

11 comentários:

  1. Jony parabéns! História muito rica em detalhes! Ficou 10!

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  2. Jão, ficou massa a história!! muito legal
    Mas, a sua história é de um guerreiro e não de um bárbaro...
    os bárbaros lutam com as emoções, com a força bruta e o tordek passou por muito treinamento, o que contradiz a história de um bárbaro. como a história ficou bem loca, talvez um modo de contornar esta contradição seria se voce pegasse um nível de guerreiro. Seria como se o tordek tivesse pronto para ser um guerreiro, mas sua emoção motivada pelo desejo de vingança tomou seu futuro, decidindo pelo caminho da porrada e não da estratégia!! o que vc acha?

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  3. Dindo, qdo montei a história tentei ser coerente mas muita coisa eu realmente não domino. Mas neste caso eu achei q pelo fato do meu personagem ter abandonado o exercito ao atingir a idade adulta, 40 anos conforme o livro, estaria caracterizada a escolha natural pelo bárbaro. Alem disso li outra coisa a no livro hj: o fato dele ter sido expulso de suas terras também favorece a opcao por ser bárbaro.

    De qqer forma a história não e definitiva. Eu a postei exatamente para ser criticada de modo que esteja respeitando as regras.
    Se for mais simples pegar um nível de guerreiro vamos ver os impactos disto, se não posso mudar algo na história sem problema.

    Abracao a todos.

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  4. Jão a história ficou muito boa, rica em detalhes. Entretanto, devo concordar com o Dindo. O fato de o Tordek ser filho de um governante fica difícil de explicar o analfabetismo dos bárbaros, uma vez que ele receberia instrução. Acho, entretanto, que você não deveria desistir da história. Pegar um nível de guerreiro seria interessante. Tente ajustar com os mestres Dindo e Firmo.

    Até...

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  5. Jão ficou muito boa a histório, não se preocupe pq o Uther está com ciumes do irmão e o Deimos é revoltado por natureza (muuuuuuuuuuuuuuu).
    Abraço...

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  6. Vixe! O Sovellis não entendeu nada.

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  7. Ae galera, com relação ao comentário do Vitor, sobre ser filho de um governante e ter recebido instrução: também imaginei q não seria problema pois expliquei na história q os adolescentes seguiam a vida de acordo com as aptidões, no caso do Tordek, obviamente era arte de batalha. Alem disso, considero o pai mais um líder tribal do q um governante em si e nunca considerei na sofisticado como um rei mas sim numa cultura bem mais simples. Fazendo uma analogia bem tosca: os grandes fazendeiros ou criadores de gado não necessariamente mandavam todos seus filhos para a cidade para serem educados, mesmo tendo condição financeira para isto. Muitos acabam aprendendo somente o q e necessário para tocar os negócios da mesma forma q o pai.

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  8. Ok Jão. Talvez eu não tenha entendido direito. É que sempre imagino a sociedade dos anões como organizada e tradicional. Somente achei difícil um anão crescer sem aprender a ler e escrever. Por isso anão bárbaro é raridade.

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  9. Vitão, com certeza vcs tem mais embasamento do que eu para discutir os pontos incoerentes da história ou do personagem. Não sabia que a sociedade dos anões era sempre organizada. Isto eu realmente não domino.

    Mas estou disposto a mudar o que for necessário, na história ou no personagem, para adequar tudo.

    Todos acham que é melhor ter um nível de guerreiro? Só gostaria de entender melhor o que isto me impacta. Vou dar uma estudada na parte de personagem multiclasse mas com certeza vou precisar de vcs pra me ajudarem.

    Fora isto, estou terminando de evoluir o personagem. Falta distribuir os pontos de perícia e escolher o talento!!!

    Abracao a todos.

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  10. Jão quero deixar claro uma coisa: o que escrevi ou escrevo é apenas para tentar deixar a história do seu personagem melhor. Mas quem escolhe a história é o jogador. O mestre pode permitir algo contrário a regra desde que haja um bom motivo.

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  11. Penso o seguinte:
    1. O bárbaro simplesmente sabe lutar. É instinto. Por isso ele entra em fúria. Não há aprendizado nem de batalha nem de educação.
    2. Embora o Tordek seja originário de uma sociedade de anões, talvez ele não deveria ser criado lá (isso explicaria o analfabetismo).
    3. Quando do retorno ele poderia ter encontrado a comunidade destruída e, então, passaria a liberar o instinto para a guerra.
    São apenas sugestões, embora eu ache que você não deveria desistir da história. Se nada o contentar, solicite a autorização do mestre.
    Até...

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